O Novo Conceito de Ensinar e Aprender!
A quarentena e as dificuldades trazidas ao mundo, também possuem seu lado positivo. O reaprendizado e a reavaliação de valores, nos faz ter um olhar diferenciado à solidariedade e colaboração. O que não facilita as atividades é o desespero e administrar o momento agarrando as oportunidades que aparecem é o melhor a se fazer.

Os cursos online vieram para aprimorarmos nosso conhecimento e a maneira diferente de enxergar sobre educação à distância. A oportunidade para as escolas de música se reinventarem “bateu na porta” dias antes da quarentena ser anunciada. O que fizemos? Agarramos com unhas e dentes e nos aprimoramos.

Nos primeiros dias, o susto e o medo quis tomar conta, entretanto, nosso planejamento estava devidamente realizado, caso isso ocorresse. E ocorreu. Com planejamento, organização e inovação, colocando a ideia em prática, estamos conseguindo levar a música aos nossos alunos, mantendo a qualidade e excelência no ensino.

Podemos elencar algumas oportunidades e visões que o Covid-19 trouxe a nós: aulas online a possibilidade de continuar a oferecer esta modalidade na educação musical; professores são capazes e criativos; reestruturamos nossas aulas e a maneira de ensinar num espaço curto de tempo; entre muitas outras. Oferecer aos alunos oportunidades, dar suporte à equipe, ouvir obstáculos e desafios, oferecer novidades e surpreender é o que decidimos fazer!

As aulas individuais são simples de serem executadas remotamente. Com uma internet de velocidade adequada, um celular/computador, bastante confiança e positividade, conseguimos agradar nossos alunos e desenvolvê-los da mesma maneira. As aulas online (ao vivo) e materiais gravados foram um sucesso! E as aulas em turma? E nossas crianças da Musicalização Infantil e Iniciação Musical?

A aprendizagem é um processo contínuo, e essa quarentena não está sendo um fator limitante. Como, de uma hora pra outra, antes da quarentena ser decretada, os pais já começaram a nos avisar sobre não levarem seus filhos às aulas, decidimos momentaneamente por enviar videoaulas (aulas gravadas). Aprendemos da noite para o dia, interagir com a câmera, naturalmente, para que as crianças sentissem o carinho e soubessem que estavam em nossas aulas deliciosas, porém distante. Aprendemos a editar vídeos, fazer upload no YouTube. Ensinamos aos pais como conduzirem em aula, a construírem e improvisarem instrumentos. As correções de atividades e posturas eram feitas por vídeos e mensagens. Caminhamos e estamos caminhando em uma via de mão dupla, aprendendo juntos a passarmos por este período.

Após um tempo, sentimos falta da interação com as crianças. Os pais já estavam em seus horários de trabalhos normais, mesmo que home office, e muitos trabalhando normalmente, dentro do “novo normal”. Optamos por conduzirmos às aulas online (ao vivo). Escolhemos um aplicativo que pudesse atender nossas necessidades, ensinamos os pais/tios/avós a baixarem o app e entrarem em aula. E sim! Está dando certo e estamos nos aprimorando cada vez mais (inclusive os pais e as crianças)!

O melhor feedback foi: “A escola Momento Musical e as professoras das crianças souberam o momento exato de iniciar com as videoaulas (aulas gravadas) e trocá-las pelas aulas online (ao vivo)”. E sabem de uma coisa? Não trocamos totalmente, as videoaulas dão suporte aos alunos novos e estão disponíveis para os pais colocarem atividades extras às crianças. E sabem de outra coisa? Esse “momento exato” não foi calculado, foi orientado pelo coração. 

Desta maneira, estamos fluindo muito bem. Nós superamos muitos desafios. Já sabemos esperar a internet voltar (sim, ela pode cair, mas volta logo!), sabemos ligar e desligar os microfones na hora exata (aliás, os dedinhos das crianças são mais rápidos que os nossos), cada aluno tem sua caixa própria e exclusiva de instrumentos construídos e improvisados com materiais recicláveis, temos nosso próprio código de interação.

Agora, vamos a pergunta: Aula online funciona? Sim, funciona e tem suas vantagens. É necessário repensar o planejamento, requer mais preparo, esforço e dedicação. Também é necessário orientar os pais sobre a condução das aulas, sobre o aplicativo e instrumentos.

E fomos além! Inovamos tirando nosso sonho do papel e aplicamos.  Desenvolvemos a Allegro Momento, projeto da Escola de Música Momento Musical, utilizando metodologia própria, com o objetivo de incentivar a prática das atividades musicais com as crianças, em casa, estreitando as relações entre pais e filhos, e na escola, para auxiliar o educador no trabalho com a música e as crianças. Para mais informações, siga nossas redes sociais, Instagram
Allegro Momento e Facebook Allegro Momento. Em nossas páginas ensinamos e damos dicas sobre atividades musicais, métodos de como conquistar a atenção da criança através da música, e construção de instrumentos caseiros.

 

Diretoras e Professoras da Escola de Música Momento Musical
Ivete Cunha Machado e Jeane Machado Andrino 

                                   
Ago | 18, 2020
Música e Cérebro!

Observando a desenvolvimento da sociedade ao longo de toda história da humanidade, é possível perceber uma íntima conexão entre a música e a maneira que nós desenvolvemos com seres sociais. A música, assim como toda expressão artística, parece ser uma das ações básicas dos seres humanos, presente em todas as culturas desde a antiguidade.

A música foi definida pelas antigas civilizações como “o som organizado inteligentemente com harmonia, produzindo uma força tangível, que pode ser aplicada com o fim de criar uma mudança”. Vivemos em uma Era moderna cada vez mais conectada, que proporciona uma enxurrada de quantidade e variedade de estilos e produções musicais. Quando as ouvimos, estamos realmente cientes do seu significado e implicações que podem causar? Podemos admitir que a música, do ponto de vista físico, com suas vibrações e frequências delicadamente organizadas, tem a capacidade de produzir uma força que age sobre o mundo a sua volta?

Albert Einstein é reconhecido como um dos homens mais inteligentes que já viveram. Um fato pouco conhecido sobre sua juventude é que seus professores o consideravam extremamente improdutivo na escola e que seria um desperdício de recursos investir tempo e energia em sua educação.  Seus pais não achavam que Albert fosse "estúpido” e compraram-lhe um violino o que despertou sua curiosidade e início na educação musical.  O próprio Einstein considerou que o estudo da música e improvisações no violino foram a chave que o ajudou a desenvolver as famosas equações, que o levaram a ser considerado uma das mentes mais brilhantes da humanidade.


Respostas à Música

Amplamente discutido e documentado cientificamente que a música é capaz de influenciar os seres vivos (animais, plantas, bactérias, etc). Nós serem humanos é difícil encontrar uma única fração do corpo que não sofra esta influência. As raízes dos nervos auditivos possuem conexões mais extensas que as de quaisquer outros nervos do corpo (fato que pode ter profunda significação interior). Em geral esses efeitos são instantâneos e duradouros e essas respostas podem ser observadas por exemplo na digestão, secreções internas, frequência cardiorrespiratória, circulação sanguínea e sensibilidade das redes neurais aos princípios harmônicos. 

As respostas à música são fáceis de serem detectadas no corpo humano. A música clássica faz com que o batimento cardíaco e a pulsação relaxem ao ritmo da música. À medida que o corpo fica relaxado e alerta, a mente é capaz de se concentrar mais facilmente aumentando a capacidade de aprender. Além disso, diminui a pressão sanguínea, também afeta a resistência elétrica da pele, a contração e dilatação das pupilas, afeta a amplitude e a frequência das ondas cerebrais, que podem ser medidas por exame de eletroencefalograma.


Acredita-se que a música conecte todos os elementos emocionais, espirituais e físicos do universo. Desta forma a música é uma ferramenta poderosa: pode ser usada para alterar o humor de uma pessoa ou influenciar o “ânimo” de toda a plateia fortalecendo ou enfraquecendo emoções em um evento específico, como por exemplo durante práticas liturgistas, reuniões familiares, shows, etc.

As pessoas percebem e respondem à música de maneiras diferentes. O nível de musicalidade do intérprete e do ouvinte, bem como a maneira pela qual uma obra é executada, afeta a "experiência" da música. Um músico experiente e talentoso pode ouvir e sentir uma peça musical de uma maneira totalmente diferente de um iniciante ou não músico. É por isso que dois relatos da mesma peça de música podem se contradizer.

Não é possível provar que duas pessoas podem sentir exatamente a mesma coisa ao ouvir uma peça musical. Por exemplo, os primeiros missionários da África achavam que os nativos tinham um ritmo ruim. Os missionários disseram que, quando eles tocavam os tambores, parecia que eles não estavam batendo corretamente. No entanto, mais tarde foi descoberto que estavam executando batidas polirrítmicas complexas, como 2 contra 3, 3 contra 4 e 2 contra 3 e 5, etc. Essas batidas eram muito avançadas para os missionários seguirem.

O ritmo também é um aspecto importante da música para estudar quando se observa respostas à música. Existem duas respostas ao ritmo: audição real do ritmo e resposta física ao ritmo. O ritmo organiza os movimentos físicos e está muito relacionado ao corpo humano. Por exemplo, o corpo contém ritmos no batimento cardíaco, enquanto caminha, durante a respiração, etc. Um exemplo de como o ritmo ordena o movimento é um garoto autista que não conseguia amarrar os sapatos, porém foi capaz de realizar esta atividade motora quando foi colocada uma música - o ritmo ajudou-o a organizar seus movimentos físicos no tempo do compasso musical.

Extrapolando os efeitos da música sobre a vida de outros seres vivos, diversos estudos sugerem que a música também tem forte influência em seus desenvolvimentos e comportamentos. Em experimentos realizados em laboratórios, animais cobaias tem uma certa preferência em determinados tipos de composições musicais do que outras, e os cientistas concluíram que apesar dos animais não compreenderem a música da mesma forma que os humanos, a relacionavam com o estímulo do prazer que sentiam. Outros estudos certificaram que determinados tipos de música podem induzir as galinhas a botar mais ovos e vacas produzirem mais leite.

Para eliminar o suposto efeito da reação psicológica e subjetiva da consciência dos animais, experiências foram conduzidas com formas de vida consideradas menos evoluídas; afinal, se essas formas de vida forem suscetíveis às alterações causadas pela música, seria possível provar sua influência direta nos seres vivos em geral. O que se pode comprovar dos efeitos da música sobre a vida não animal? Por mais paradoxal que possa parecer, os efeitos da música no Reino vegetal é um dos métodos mais convincentes para confirmar esse efeito nos seres humanos.

Grupos de pesquisadores descobriram que sementes de trigo submetidas ao crescimento sob determinadas frequências tonais, além de apresentarem desenvolvimento até três vezes superior às sementes do grupo controle (sem exposição aos sons), também germinaram mais depressa, melhor produção de grãos e exibiram resistência às geadas. Estudos semelhantes também mostraram que espécies florais apresentaram diferenças significativas tanto na velocidade e produção de flores, tamanho das raízes, vigor e tempo de vida.

Através desses simples experimentos e outras numerosas pesquisas que investigam os efeitos da música em todos os seres, chegou-se a conclusão que a música é um recurso poderoso; além de ser capaz de despertar respostas emocionais induzindo determinadas sensações, desperta em todos os seres vivos mecanismos benéficos ainda não bem explicados.

Ainda antes de nascermos estamos expostos aos sons, e ele estará presente (até mesmo para deficientes auditivos) durante toda nossa vida. Nem seria necessário dados científicos elaborados, usando tecnologia de ponta, para comprovar este poder fascinante que a música exerce. Nossas próprias experiências cotidianas estão repletas de acontecimentos; por exemplo, quando ouvimos aquela música preferida – sem mesmo saber por que à preferimos, que deixam claro a influência poderosa que a música opera sobre nós.

Ficou curioso sobre o assunto e gostaria de aprender mais? Entre em contato com a Momento Musical e venha vivenciar o poder de transformar relações através da música!

» Felipe Gabriel Andrino

REFERÊNCIAS:

Emotional responses to music: Experience, expression, and physiology. Lunqdvist, L. et al. Article in Psychology of Music 37(1):61-90 · January 2009

Music and the Brain. O´Donnell. L, Article in Revista Eletrônica de Divulgação Científica em Neurociência. Disponível em http://www.cerebromente.org.br/n15/mente/musica.html

O Poder Oculta da Música: A transformação do homem pela energia da música. Tame, D. Ed. Cultrix 1984

Jul | 30, 2020
O primeiro Instrumento Musical!
É impossível saber quando surgiu a música para a humanidade. Ela sempre existiu no canto dos pássaros e no ressoar das baleias, por exemplo. Mas não sabemos quando um homem bateu um casco de cavalo no outro e viu que o som poderia ter ritmo, ou quando ele usou a própria voz para criar uma melodia. 

Mas nós temos indícios do primeiro instrumento musical comum em todas as culturas primitivas: a flauta. Quem primeiro teve a ideia ainda é objeto de debates, assim como a data e a origem, mas em pinturas de cavernas, que datam de 60.000 a.C., foram descobertos vários desenhos de flautas e apitos. 

Sim, as primeiras flautas mais pareciam apitos: só tinham um buraco. Eram feitas de ossos, principalmente a tíbia, de humanos ou animais. É provável que o primeiro objetivo tenha sido imitar o som dos pássaros. Com o passar do tempo, o homem foi compreendendo melhor a “mecânica da coisa”, e então surgiram outros instrumentos de sopro, como o fagote e a flauta doce. 

Há aproximadamente 42 mil anos, os primeiros hominídeos sentavam-se ao redor de fogueiras, tocavam as flautas feitas de ossos e cantavam. Isso é indicado pela datação por radiocarbono de uma antiga flauta encontrada na caverna de Geissenklösterle, no vale de montanhas de Jura, ao sudeste da Alemanha. Quem descobriu isso foram pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade de Tübingen, na Alemanha. Eles publicaram o estudo no periódico especializado Journal of Human Evolution. 

Você que é flautista pode se orgulhar por tocar o primeiro instrumento inventado pelo homem!
Jul | 30, 2020
O canto auxilia na saúde vocal, física e mental!
O que vem a sua mente quando ouve a palavra CANTO? Para uma maioria talvez, a referência será a voz do outro, podendo ser esse um cantor(a), um familiar, um show, uma música. 

Você sabia que cantar pode auxiliar no aprendizado, cuidado e otimização da sua saúde física? Vamos olhar para outras possibilidades do ato de cantar, além de toda a extensão da arte. 

O ato de cantar também é uma ação biomecânica, que exige movimentos refinados, sincronizados de diversos sistemas e estruturas: sistema nervoso, sistema respiratório, laringe, faringe, articuladores da boca, espaços craniofaciais, postura. Contudo o ato de cantar trabalha e recruta todas essas estruturas. Pode-se fazer uma analogia com o preparo físico de atletas. 

Na primeira infância a musicalidade e o cantar podem ser utilizados também como meio de estimulação na aquisição da linguagem e da fala. Ritmo, melodias, conhecimento dos sons e tons, desenvolvem circuitos neuronais e estimulam as crianças nas imitações sonoras, foco, concentração, atenção, memória, além da vontade e necessidade de articularem esses sons potencializando a fala ea aprendizagem. 

Como o envelhecimento do corpo ao passar dos anos, haverá um declínio nas habilidades físicas para a execução de diversas atividades corporais. Ao pensarmos no CANTO como uma atividade física ele pode também prevenir/adiar dificuldades na voz do idoso e também no ato de engolir dessa população. É recorrente em meu consultório o atendimento a idosos que querem melhorar sua condição vocal para cantarem em coral ou conseguirem conversar melhor com seus amigos.

Aqui você tem voz! Não tenha medo ou vergonha, a musicalização não é importante somente para as crianças!

Fga. Me. Karine Sandalo Nalesso Me. em Saúde, Interdisciplinaridade e Reabilitação/FCM/UNICAMP 

Especialista em Distúrbio da Comunicação: Voz/PUC-SP
Jul | 08, 2020
Como o Belting Contemporâneo mudou minha vida!
Quase todo cantor conhece a angústia do cansaço vocal: pode ser o cantor profissional que tem um baile de 5 horas pela frente ou três shows em um único final de semana; ou o cantor amador que deseja cantar uma música desafiadora que o deixa cansado após pouco tempo de ensaio. 

Após 20 anos de palco, eu pensava que já não teria algo que mudasse completamente meus estudos de canto. Por indicação da Marcela Costa, me deparei com algo que transformaria minha vida profissional e pessoal: uma técnica voltada para teatro musical e música pop - o Belting Contemporâneo! 

Foi em janeiro de 2019 que eu caí de paraquedas no curso mais difícil do Studio Marconi Araújo: o de capacitação. Não passei. Eu não fazia ideia desse novo mundo, então mergulhei fundo nos estudos para começar a entender essa técnica, que foi criada pelo maestro que dá nome ao estúdio, e que se baseia em tratados de canto, em fisiologia e em sua própria experiência de vida. 

Eu nunca havia visto algo que fizesse tanto sentido e trouxesse tanta luz sobre coisas que eu sentia quando cantava; afinal, o lema do Belting Contemporâneo é: “máxima projeção com o mínimo esforço”. 
Jul | 01, 2020
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A quarentena e as dificuldades trazidas ao mundo, também possuem seu lado positivo. O reaprendizado e a reavaliação de valores, nos faz ter um olhar diferenciado à solidariedade e colaboração. O que não facilita as atividades é o desespero e administrar o momento agarrando as oportunidades que aparecem é o melhor a se fazer.

Os cursos online vieram para aprimorarmos nosso conhecimento e a maneira diferente de enxergar sobre educação à distância. A oportunidade para as escolas de música se reinventarem “bateu na porta” dias antes da quarentena ser anunciada. O que fizemos? Agarramos com unhas e dentes e nos aprimoramos.

Nos primeiros dias, o susto e o medo quis tomar conta, entretanto, nosso planejamento estava devidamente realizado, caso isso ocorresse. E ocorreu. Com planejamento, organização e inovação, colocando a ideia em prática, estamos conseguindo levar a música aos nossos alunos, mantendo a qualidade e excelência no ensino.

Podemos elencar algumas oportunidades e visões que o Covid-19 trouxe a nós: aulas online a possibilidade de continuar a oferecer esta modalidade na educação musical; professores são capazes e criativos; reestruturamos nossas aulas e a maneira de ensinar num espaço curto de tempo; entre muitas outras. Oferecer aos alunos oportunidades, dar suporte à equipe, ouvir obstáculos e desafios, oferecer novidades e surpreender é o que decidimos fazer!

As aulas individuais são simples de serem executadas remotamente. Com uma internet de velocidade adequada, um celular/computador, bastante confiança e positividade, conseguimos agradar nossos alunos e desenvolvê-los da mesma maneira. As aulas online (ao vivo) e materiais gravados foram um sucesso! E as aulas em turma? E nossas crianças da Musicalização Infantil e Iniciação Musical?

A aprendizagem é um processo contínuo, e essa quarentena não está sendo um fator limitante. Como, de uma hora pra outra, antes da quarentena ser decretada, os pais já começaram a nos avisar sobre não levarem seus filhos às aulas, decidimos momentaneamente por enviar videoaulas (aulas gravadas). Aprendemos da noite para o dia, interagir com a câmera, naturalmente, para que as crianças sentissem o carinho e soubessem que estavam em nossas aulas deliciosas, porém distante. Aprendemos a editar vídeos, fazer upload no YouTube. Ensinamos aos pais como conduzirem em aula, a construírem e improvisarem instrumentos. As correções de atividades e posturas eram feitas por vídeos e mensagens. Caminhamos e estamos caminhando em uma via de mão dupla, aprendendo juntos a passarmos por este período.

Após um tempo, sentimos falta da interação com as crianças. Os pais já estavam em seus horários de trabalhos normais, mesmo que home office, e muitos trabalhando normalmente, dentro do “novo normal”. Optamos por conduzirmos às aulas online (ao vivo). Escolhemos um aplicativo que pudesse atender nossas necessidades, ensinamos os pais/tios/avós a baixarem o app e entrarem em aula. E sim! Está dando certo e estamos nos aprimorando cada vez mais (inclusive os pais e as crianças)!

O melhor feedback foi: “A escola Momento Musical e as professoras das crianças souberam o momento exato de iniciar com as videoaulas (aulas gravadas) e trocá-las pelas aulas online (ao vivo)”. E sabem de uma coisa? Não trocamos totalmente, as videoaulas dão suporte aos alunos novos e estão disponíveis para os pais colocarem atividades extras às crianças. E sabem de outra coisa? Esse “momento exato” não foi calculado, foi orientado pelo coração. 

Desta maneira, estamos fluindo muito bem. Nós superamos muitos desafios. Já sabemos esperar a internet voltar (sim, ela pode cair, mas volta logo!), sabemos ligar e desligar os microfones na hora exata (aliás, os dedinhos das crianças são mais rápidos que os nossos), cada aluno tem sua caixa própria e exclusiva de instrumentos construídos e improvisados com materiais recicláveis, temos nosso próprio código de interação.

Agora, vamos a pergunta: Aula online funciona? Sim, funciona e tem suas vantagens. É necessário repensar o planejamento, requer mais preparo, esforço e dedicação. Também é necessário orientar os pais sobre a condução das aulas, sobre o aplicativo e instrumentos.

E fomos além! Inovamos tirando nosso sonho do papel e aplicamos.  Desenvolvemos a Allegro Momento, projeto da Escola de Música Momento Musical, utilizando metodologia própria, com o objetivo de incentivar a prática das atividades musicais com as crianças, em casa, estreitando as relações entre pais e filhos, e na escola, para auxiliar o educador no trabalho com a música e as crianças. Para mais informações, siga nossas redes sociais, Instagram Allegro Momento e Facebook Allegro Momento. Em nossas páginas ensinamos e damos dicas sobre atividades musicais, métodos de como conquistar a atenção da criança através da música, e construção de instrumentos caseiros.

 

Diretoras e Professoras da Escola de Música Momento Musical
Ivete Cunha Machado e Jeane Machado Andrino 

                                   

Observando a desenvolvimento da sociedade ao longo de toda história da humanidade, é possível perceber uma íntima conexão entre a música e a maneira que nós desenvolvemos com seres sociais. A música, assim como toda expressão artística, parece ser uma das ações básicas dos seres humanos, presente em todas as culturas desde a antiguidade.

A música foi definida pelas antigas civilizações como “o som organizado inteligentemente com harmonia, produzindo uma força tangível, que pode ser aplicada com o fim de criar uma mudança”. Vivemos em uma Era moderna cada vez mais conectada, que proporciona uma enxurrada de quantidade e variedade de estilos e produções musicais. Quando as ouvimos, estamos realmente cientes do seu significado e implicações que podem causar? Podemos admitir que a música, do ponto de vista físico, com suas vibrações e frequências delicadamente organizadas, tem a capacidade de produzir uma força que age sobre o mundo a sua volta?

Albert Einstein é reconhecido como um dos homens mais inteligentes que já viveram. Um fato pouco conhecido sobre sua juventude é que seus professores o consideravam extremamente improdutivo na escola e que seria um desperdício de recursos investir tempo e energia em sua educação.  Seus pais não achavam que Albert fosse "estúpido” e compraram-lhe um violino o que despertou sua curiosidade e início na educação musical.  O próprio Einstein considerou que o estudo da música e improvisações no violino foram a chave que o ajudou a desenvolver as famosas equações, que o levaram a ser considerado uma das mentes mais brilhantes da humanidade.


Respostas à Música

Amplamente discutido e documentado cientificamente que a música é capaz de influenciar os seres vivos (animais, plantas, bactérias, etc). Nós serem humanos é difícil encontrar uma única fração do corpo que não sofra esta influência. As raízes dos nervos auditivos possuem conexões mais extensas que as de quaisquer outros nervos do corpo (fato que pode ter profunda significação interior). Em geral esses efeitos são instantâneos e duradouros e essas respostas podem ser observadas por exemplo na digestão, secreções internas, frequência cardiorrespiratória, circulação sanguínea e sensibilidade das redes neurais aos princípios harmônicos. 

As respostas à música são fáceis de serem detectadas no corpo humano. A música clássica faz com que o batimento cardíaco e a pulsação relaxem ao ritmo da música. À medida que o corpo fica relaxado e alerta, a mente é capaz de se concentrar mais facilmente aumentando a capacidade de aprender. Além disso, diminui a pressão sanguínea, também afeta a resistência elétrica da pele, a contração e dilatação das pupilas, afeta a amplitude e a frequência das ondas cerebrais, que podem ser medidas por exame de eletroencefalograma.


Acredita-se que a música conecte todos os elementos emocionais, espirituais e físicos do universo. Desta forma a música é uma ferramenta poderosa: pode ser usada para alterar o humor de uma pessoa ou influenciar o “ânimo” de toda a plateia fortalecendo ou enfraquecendo emoções em um evento específico, como por exemplo durante práticas liturgistas, reuniões familiares, shows, etc.

As pessoas percebem e respondem à música de maneiras diferentes. O nível de musicalidade do intérprete e do ouvinte, bem como a maneira pela qual uma obra é executada, afeta a "experiência" da música. Um músico experiente e talentoso pode ouvir e sentir uma peça musical de uma maneira totalmente diferente de um iniciante ou não músico. É por isso que dois relatos da mesma peça de música podem se contradizer.

Não é possível provar que duas pessoas podem sentir exatamente a mesma coisa ao ouvir uma peça musical. Por exemplo, os primeiros missionários da África achavam que os nativos tinham um ritmo ruim. Os missionários disseram que, quando eles tocavam os tambores, parecia que eles não estavam batendo corretamente. No entanto, mais tarde foi descoberto que estavam executando batidas polirrítmicas complexas, como 2 contra 3, 3 contra 4 e 2 contra 3 e 5, etc. Essas batidas eram muito avançadas para os missionários seguirem.

O ritmo também é um aspecto importante da música para estudar quando se observa respostas à música. Existem duas respostas ao ritmo: audição real do ritmo e resposta física ao ritmo. O ritmo organiza os movimentos físicos e está muito relacionado ao corpo humano. Por exemplo, o corpo contém ritmos no batimento cardíaco, enquanto caminha, durante a respiração, etc. Um exemplo de como o ritmo ordena o movimento é um garoto autista que não conseguia amarrar os sapatos, porém foi capaz de realizar esta atividade motora quando foi colocada uma música - o ritmo ajudou-o a organizar seus movimentos físicos no tempo do compasso musical.

Extrapolando os efeitos da música sobre a vida de outros seres vivos, diversos estudos sugerem que a música também tem forte influência em seus desenvolvimentos e comportamentos. Em experimentos realizados em laboratórios, animais cobaias tem uma certa preferência em determinados tipos de composições musicais do que outras, e os cientistas concluíram que apesar dos animais não compreenderem a música da mesma forma que os humanos, a relacionavam com o estímulo do prazer que sentiam. Outros estudos certificaram que determinados tipos de música podem induzir as galinhas a botar mais ovos e vacas produzirem mais leite.

Para eliminar o suposto efeito da reação psicológica e subjetiva da consciência dos animais, experiências foram conduzidas com formas de vida consideradas menos evoluídas; afinal, se essas formas de vida forem suscetíveis às alterações causadas pela música, seria possível provar sua influência direta nos seres vivos em geral. O que se pode comprovar dos efeitos da música sobre a vida não animal? Por mais paradoxal que possa parecer, os efeitos da música no Reino vegetal é um dos métodos mais convincentes para confirmar esse efeito nos seres humanos.

Grupos de pesquisadores descobriram que sementes de trigo submetidas ao crescimento sob determinadas frequências tonais, além de apresentarem desenvolvimento até três vezes superior às sementes do grupo controle (sem exposição aos sons), também germinaram mais depressa, melhor produção de grãos e exibiram resistência às geadas. Estudos semelhantes também mostraram que espécies florais apresentaram diferenças significativas tanto na velocidade e produção de flores, tamanho das raízes, vigor e tempo de vida.

Através desses simples experimentos e outras numerosas pesquisas que investigam os efeitos da música em todos os seres, chegou-se a conclusão que a música é um recurso poderoso; além de ser capaz de despertar respostas emocionais induzindo determinadas sensações, desperta em todos os seres vivos mecanismos benéficos ainda não bem explicados.

Ainda antes de nascermos estamos expostos aos sons, e ele estará presente (até mesmo para deficientes auditivos) durante toda nossa vida. Nem seria necessário dados científicos elaborados, usando tecnologia de ponta, para comprovar este poder fascinante que a música exerce. Nossas próprias experiências cotidianas estão repletas de acontecimentos; por exemplo, quando ouvimos aquela música preferida – sem mesmo saber por que à preferimos, que deixam claro a influência poderosa que a música opera sobre nós.

Ficou curioso sobre o assunto e gostaria de aprender mais? Entre em contato com a Momento Musical e venha vivenciar o poder de transformar relações através da música!

» Felipe Gabriel Andrino

REFERÊNCIAS:

Emotional responses to music: Experience, expression, and physiology. Lunqdvist, L. et al. Article in Psychology of Music 37(1):61-90 · January 2009

Music and the Brain. O´Donnell. L, Article in Revista Eletrônica de Divulgação Científica em Neurociência. Disponível em http://www.cerebromente.org.br/n15/mente/musica.html

O Poder Oculta da Música: A transformação do homem pela energia da música. Tame, D. Ed. Cultrix 1984

É impossível saber quando surgiu a música para a humanidade. Ela sempre existiu no canto dos pássaros e no ressoar das baleias, por exemplo. Mas não sabemos quando um homem bateu um casco de cavalo no outro e viu que o som poderia ter ritmo, ou quando ele usou a própria voz para criar uma melodia. 

Mas nós temos indícios do primeiro instrumento musical comum em todas as culturas primitivas: a flauta. Quem primeiro teve a ideia ainda é objeto de debates, assim como a data e a origem, mas em pinturas de cavernas, que datam de 60.000 a.C., foram descobertos vários desenhos de flautas e apitos. 

Sim, as primeiras flautas mais pareciam apitos: só tinham um buraco. Eram feitas de ossos, principalmente a tíbia, de humanos ou animais. É provável que o primeiro objetivo tenha sido imitar o som dos pássaros. Com o passar do tempo, o homem foi compreendendo melhor a “mecânica da coisa”, e então surgiram outros instrumentos de sopro, como o fagote e a flauta doce. 

Há aproximadamente 42 mil anos, os primeiros hominídeos sentavam-se ao redor de fogueiras, tocavam as flautas feitas de ossos e cantavam. Isso é indicado pela datação por radiocarbono de uma antiga flauta encontrada na caverna de Geissenklösterle, no vale de montanhas de Jura, ao sudeste da Alemanha. Quem descobriu isso foram pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Universidade de Tübingen, na Alemanha. Eles publicaram o estudo no periódico especializado Journal of Human Evolution. 

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